Antes de abordar as diferenças entre os cursos técnicos e profissionalizantes, podemos pontuar as principais características que os aproximam. Primeiro, ambos são mais curtos do que uma graduação e não ultrapassam 2 anos de duração.

Além disso, são focados em formar profissionais para o mercado de trabalho, e não pesquisadores ou professores acadêmicos. Assim, as aulas se concentram em um ensino mais prático das disciplinas, trabalhando a aplicação rotineira dos conhecimentos obtidos no curso.

Principais diferenças

Para elucidar as diferenças entre eles, separamos um tópico para cada modalidade, pontuando as principais características que os diferenciam. Veja:

Cursos profissionalizantes

Também podem ser classificados como cursos livres e não precisam ser aprovados pelo MEC. Assim, não seguem as exigências colocadas ao ensino técnico, como tempo de duração, trabalhos finais para a conclusão do curso e estágio obrigatório. Geralmente, duram de 6 a 24 meses, variando bastante de acordo com os temas propostos.

Os cursos profissionalizantes são responsáveis por ensinar conhecimentos necessários para a realização de uma determinada profissão, isso de maneira direta e sucinta. É uma formação ideal para quem não entende nada sobre a área e pretende iniciar-se no assunto. Além disso, podem ter como objetivo o aprendizado de assuntos bem específicos para profissionais já inseridos no mercado de trabalho.

Cursos técnicos

Os cursos técnicos oferecem um diploma de nível técnico reconhecido pelo MEC, o que pede que eles sejam aprovados pelo Ministério. Assim, precisam seguir exigências específicas, como uma carga horária padrão, duração de 18 a 24 meses, estágio obrigatório e apresentação de trabalho para a conclusão do curso.

O ensino técnico também deve encaixar-se em eixos temáticos, apresentando um estudo mais aprofundado sobre a área se comparado aos cursos profissionalizantes. Além disso, os cursos técnicos podem exigir uma idade mínima do aluno, estando diretamente relacionados com a conclusão do ensino médio. O estudante pode optar por fazê-los em 3 períodos diferentes, como:

Externos: curso técnico e Ensino Médio são seguidos ao mesmo tempo, só que em escolas diferentes.

Concomitante: a escola já oferece uma formação técnica e a conclusão do Ensino Médio dentro do mesmo curso.

Subsequente: o estudante conclui o Ensino Médio e depois entra em um curso técnico.

Qual escolher?

A resposta dependerá dos objetivos de cada pessoa, bem como do momento da vida em que ela se encontra. A vantagem dos cursos profissionalizantes é que o estudante pode se matricular antes de terminar o Ensino Médio, começando a aprender sobre a área de que gosta desde cedo. Além disso, por eles serem curtos e mais baratos, é possível cursá-los com um caráter de teste para descobrir qual profissão mais combina com o perfil do aluno.

Os cursos técnicos, por sua vez, irão aprofundar os conhecimentos do aluno em determinadas disciplinas, além de oferecer um diploma que pode ser necessário para diversas carreiras. O estudante não deve pensar nas duas formações como concorrentes, mas sim como complementares. Você pode fazer um curso profissionalizante na adolescência, depois investir no ensino técnico e na faculdade, por exemplo.

O importante é pensar na sua carreira profissional como um todo, que é construída com uma série de formações, cursos e experiências. Para te ajudar na caminhada, nós separamos algumas dicas, confira!

Fonte (Microlins)

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